São Paulo cria Rotas da Cachaça e mira fortalecimento de um mercado de R$ 15 bilhões

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Programa prevê 8 rotas, 2 destinos turísticos e alcança 65 municípios paulistas

Mesmo sem a tradição de outros estados na produção de cachaça, São Paulo quer ampliar sua presença nesse mercado. Para isso, o governo estadual lança nesta quinta-feira (11) o projeto Rotas da Cachaça, acompanhado de uma linha de crédito de R$ 3 milhões voltada aos produtores da bebida.

A proposta busca valorizar a cachaça como ativo cultural e turístico. De acordo com dados do Centro Brasileiro de Referência da Cachaça e da Euromonitor, a cadeia produtiva do setor movimenta cerca de R$ 15,5 bilhões por ano no Brasil.

O programa contempla a criação de oito rotas e dois destinos distribuídos por 65 municípios, reunindo alambiques familiares, propriedades rurais, museus, pousadas temáticas e espaços culturais dedicados à bebida.

As novas Rotas da Cachaça passam a integrar o portfólio turístico estadual, que já inclui as Rotas do Café, do Vinho e do Queijo, iniciativas lançadas ao longo deste ano.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, o projeto contribui para o desenvolvimento do setor. “A iniciativa fortalece produtores de diferentes portes, estimula a formalização e cria oportunidades de acesso a novos mercados, inclusive fora do país”, afirma.

Ao lado de Minas Gerais, São Paulo figura entre os principais centros de produção e consumo de cachaça e lidera as exportações brasileiras da bebida. Em 2024, o estado embarcou 6,6 milhões de litros, o equivalente a 46% do total nacional, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico paulista.

Ainda conforme o Anuário da Cachaça 2025, elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o número de estabelecimentos produtores no país cresceu 4% em 2024, chegando a 1.266 unidades.

Crédito para formalização

Além do lançamento das rotas, o governo paulista anunciará uma linha de crédito de R$ 3 milhões destinada a apoiar produtores artesanais e fabricantes de cachaça nos processos de regularização sanitária e adequação às exigências legais.

A iniciativa segue o modelo da linha Artesanal + Legal e permitirá financiar despesas com registro e certificação. A expectativa é de que o valor médio contratado seja de R$ 30 mil por produtor, beneficiando até 100 produtores artesanais, incluindo alambiques.

O pacote de medidas inclui ainda a assinatura do decreto que regulamenta a Lei nº 18.154/2025, responsável pela criação do Sistema Estadual de Inspeção Vegetal. A norma atualiza e reforça os critérios de rastreabilidade, auditoria e segurança dos produtos de origem vegetal no estado.

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