No sétimo dia da COP30, realizada em Belém (PA), o Papa Leão XIV fez um apelo contundente para que líderes mundiais acelerem suas ações em prol do clima. Ele afirmou que os eventos extremos atuais — tempestades, secas e inundações — mostram a urgência de medidas mais efetivas e afirmou que “não é o Acordo de Paris que falha, somos nós”.
Em outro momento simbólico da conferência, a secretária de Cultura e Turismo de Belém, Cilene Sabino, perguntou ao embaixador do Azerbaijão, Rashad Novruz, se ele estava apreciando o carimbó — dança tradicional paraense. A interação descontraída serviu como metáfora para a aliança Brasil-Azerbaijão presente nos corredores da COP
A ligação entre povos indígenas e o agronegócio também foi destaque: Ana Pires, do povo Gabili Marworno (Amapá), contou que sua comunidade mantém uma parceria prática com fazendas vizinhas. Ela citou doações de soja, cessão de terrenos para cultivo e criação de abelhas, e ressaltou a confiança mútua: “eles me dão a chave da porteira”.
Além disso, a conferência abordou a lacuna na cobertura de seguros contra desastres naturais. Um estudo da Mapfre divulgado no evento revelou que, em 2024, as perdas econômicas por eventos climáticos chegaram a US$ 368 bilhões, mas menos da metade (48%) contava com proteção. A análise recomenda parcerias público-privadas, uso de seguros paramétricos e incentivo a instrumentos “verdes”.
Por fim, o Papa reiterou que a crise climática é uma responsabilidade global urgente e pediu uma resposta mundial rápida, lembrando que “o Criador está chorando” por meio das catástrofes ambientais.
