Gestão de dejetos na pecuária surge como estratégia para reduzir emissões de metano

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A discussão sobre formas de diminuir a liberação de metano na atmosfera ganhou destaque em um dos painéis da COP 30, realizada em Belém (PA). Durante o evento, que reúne líderes mundiais para debater soluções contra as mudanças climáticas, foi lançado um guia dedicado ao manejo adequado dos dejetos da produção animal — prática considerada essencial para mitigar gases de efeito estufa no setor agropecuário.

O documento, apresentado durante a conferência, aponta quatro etapas principais para estruturar políticas eficientes de gestão de dejetos:

  1. Mapeamento de informações existentes: reunir dados por meio de censos agropecuários, inventários de emissões e sistemas de monitoramento para compreender o cenário atual.
  2. Definição de prioridades: identificar quais cadeias produtivas e espécies concentram os maiores volumes de dejetos e emissões, além de analisar onde esses sistemas estão mais presentes.
  3. Integração de dados com práticas produtivas: cruzar informações sobre volume, densidade e métodos de produção — tanto em sistemas intensivos, que utilizam tecnologias específicas para manejo dos dejetos, quanto em sistemas extensivos, que dependem de boas práticas de solo, manejo de pastagens e incentivos indiretos.
  4. Avaliação do potencial energético: calcular quanto os dejetos podem contribuir para geração de energia, como biogás, biometano e eletricidade, ajudando a quantificar o potencial de mitigação em regiões consideradas prioritárias.

Segundo os especialistas envolvidos, a adoção dessas etapas pode transformar resíduos da pecuária em fontes de energia limpa, contribuindo diretamente para a redução das emissões de metano e para o avanço de uma agropecuária mais sustentável.

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