Agroindústria recupera perdas e encerra trimestre com estabilidade após forte avanço em setembro

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A produção agroindustrial do Brasil registrou alta de 2,3% em setembro, encerrando uma sequência de três meses de retração. O crescimento, impulsionado principalmente pelo setor de alimentos, compensou quase integralmente as quedas observadas em julho e agosto, resultando em um leve recuo de 0,1% no fechamento do terceiro trimestre.

Os números fazem parte do Índice de Produção Agroindustrial (PIM Agro), calculado pelo Centro de Estudos do Agronegócio da FGV (FGV Agro). Segundo o levantamento, o bom desempenho foi favorecido pelo fortalecimento do mercado interno e pela busca de novas alternativas comerciais após o aumento tarifário imposto pelos Estados Unidos em agosto.

Maior avanço em cinco anos no segmento de alimentos

O grupo de alimentos e bebidas apresentou expansão conjunta de 5,8%, alcançando o maior crescimento em meia década. No entanto, a alta veio exclusivamente da indústria de alimentos, cuja produção saltou 7,1%.

Entre os produtos de origem animal, a produção registrou avanço de 7,9%, com destaque para carnes bovina, suína e de frango, além de pescados e de laticínios. No ramo vegetal, houve aumento de 5,9%, com altas generalizadas em óleos, gorduras, arroz, trigo, açúcar, café, conservas e sucos.

Bebidas seguem em queda

A indústria de bebidas recuou 1,5% no mês, influenciada principalmente pela redução de 6,7% na fabricação de bebidas alcoólicas — o sexto resultado negativo consecutivo do setor. Segundo o FGV Agro, os dados de setembro ainda não captaram o impacto dos episódios de contaminação por metanol reportados no fim do mês.

Setores não alimentícios têm desempenho misto

A agroindústria de produtos não alimentícios registrou queda de 1,5%, influenciada quase exclusivamente pela menor produção de etanol a partir da cana-de-açúcar. As usinas vinham priorizando o açúcar, o que levou o segmento de biocombustíveis a um recuo de 24,4% — o pior resultado para setembro desde 2009.

Nas demais categorias não alimentícias, porém, os números foram positivos. A produção de fumo avançou 35%, colocando o setor em um nível 33,5% superior ao observado antes das enchentes no Rio Grande do Sul em maio do ano anterior.

O relatório também apontou crescimento de 7,7% na fabricação de insumos, com destaque para tratores, máquinas, intermediários para fertilizantes e, especialmente, defensivos e desinfestantes. O segmento têxtil avançou 5,8%, enquanto os produtos florestais registraram aumento de 2,4%.

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