Agro e União Europeia: o que o Brasil exporta e importa do bloco

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Maior economia do Mercosul, o Brasil mantém na União Europeia um de seus mercados mais relevantes para o comércio agropecuário. Considerado em conjunto, o bloco europeu ocupa a segunda posição entre os principais destinos das exportações do agro brasileiro, atrás apenas da China — principal parceiro comercial do país. Esse peso ajuda a explicar o empenho do governo brasileiro na conclusão do acordo que pode dar origem à maior área de livre comércio do planeta.

Dados do Agrostat, sistema estatístico do Ministério da Agricultura, mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, a China respondeu por 34% dos embarques agropecuários do Brasil, enquanto a União Europeia ficou com 15% do total. Mesmo com essa participação expressiva, o valor exportado para os europeus recuou em relação ao mesmo período do ano anterior.

Nos onze primeiros meses de 2025, as vendas do agro brasileiro ao bloco europeu somaram US$ 22,89 bilhões, abaixo dos US$ 27,71 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2024. Café, complexo soja, produtos florestais e carnes concentraram a maior parte da pauta exportadora.

Entre os destaques, a carne bovina teve desempenho positivo. As exportações para a União Europeia alcançaram US$ 820,15 milhões de janeiro a novembro, alta de 83,2% na comparação anual. No ranking de destinos, o bloco ficou atrás apenas da China e dos Estados Unidos nesse segmento.

No caso da carne de frango, a União Europeia aparece como o sexto maior comprador do produto brasileiro, atrás de Arábia Saudita, China, Emirados Árabes Unidos, Japão e México. Os embarques renderam US$ 457,99 milhões no período analisado.

O café em grão manteve o bloco europeu como principal destino das exportações brasileiras. Entre janeiro e novembro, as vendas somaram US$ 6,43 bilhões — US$ 1,22 bilhão a mais que no mesmo período de 2024 — representando quase metade do faturamento total do segmento e superando os Estados Unidos.

Na celulose, apesar da retração de 12,9% no valor exportado, a União Europeia permaneceu como o segundo maior mercado para o produto brasileiro, com participação de 21,1% do total. Os embarques no período alcançaram US$ 1,98 bilhão, segundo o Ministério da Agricultura.

Já no complexo soja, o bloco europeu se destacou como um dos principais compradores do farelo brasileiro. De janeiro a novembro, ocupou a terceira posição entre os destinos, atrás de Irã e Indonésia. Em um ano marcado pela queda dos preços internacionais, o valor exportado recuou US$ 157,66 milhões, mesmo com aumento de 1,65 milhão de toneladas no volume embarcado.

Compras do Brasil cresceram

Se por um lado as exportações para a União Europeia diminuíram, por outro as importações de produtos agropecuários do bloco avançaram. Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil importou US$ 3,57 bilhões em itens do agro europeu, ligeiramente acima dos US$ 3,5 bilhões registrados no mesmo período de 2024, conforme o Agrostat.

Entre os principais produtos adquiridos estão oleaginosas (exceto soja), bebidas, itens florestais, cereais e farinhas, além de hortaliças e frutas, incluindo nozes e castanhas.

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