Os futuros de soja e milho abriram a manhã desta quinta-feira (4/12) com leve valorização na Bolsa de Chicago, revertendo parcialmente as perdas registradas no último pregão.
A soja para janeiro, que havia caído 0,8% na quarta-feira por causa da falta de sinais sobre novas compras da China, registra alta de 0,43%, cotada a US$ 11,2050 por bushel. O movimento ocorre após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos adiar para fevereiro a expectativa de anúncios de vendas do grão ao mercado chinês — antes previstas para ainda este ano.
No caso do milho, o contrato para março avança 0,23%, sendo negociado a US$ 4,4450 por bushel. Conforme análise da consultoria Granar, o ritmo firme das exportações americanas tem sustentado os preços, embora a maior oferta — resultado da oportunidade que agricultores veem nas recentes altas — esteja limitando uma recuperação mais intensa.
O trigo, por sua vez, segue trajetória contrária. Os contratos para março recuam 0,6%, para US$ 5,3500 por bushel. Segundo a Granar, além da influência de especuladores, pesa sobre o mercado a abundante oferta global, que força exportadores a manter preços agressivos, além da escalada das tensões na região do Mar Negro, mesmo com a divulgação de propostas de paz para a guerra entre Rússia e Ucrânia.
