A combinação entre frentes frias e instabilidades atmosféricas deve deixar estados do Sul e do Sudeste em alerta ao longo de novembro. A previsão indica a formação de três ciclones extratropicais até o fim do mês, cenário que reforça a necessidade de monitoramento constante.
Segundo a Meteored, o primeiro desses sistemas começa a atuar já neste fim de semana. Entre domingo (16) e segunda-feira (17), uma frente fria avança pelo centro-sul do país e encontra uma massa de ar quente e úmido, favorecendo a formação de tempestades.

A interação dessas massas de ar deve provocar grande ascensão de ar quente, gerando nuvens de forte desenvolvimento vertical, com possibilidade de granizo, descargas elétricas, chuvas volumosas e rajadas de vento.
Regiões mais expostas aos efeitos do primeiro ciclone
Os estados que devem sentir mais fortemente os impactos do primeiro dos três ciclones são:
- Rio Grande do Sul
- Santa Catarina
- Paraná
Além disso, há previsão de reflexos também em:
- São Paulo
- Espírito Santo
- Minas Gerais
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) explica que um ciclone corresponde a uma área extensa de baixa pressão atmosférica, podendo atingir centenas ou milhares de quilômetros. No Hemisfério Sul, os ventos giram em sentido horário, convergindo para o centro de menor pressão e transportando ar quente e úmido — que, ao subir e resfriar, dá origem a nuvens carregadas e tempestades.
Tipos de ciclones que podem atuar no país
- Extratropicais: são os mais comuns no Brasil, formados em latitudes médias e associados à passagem de frentes frias. Possuem núcleo frio.
- Tropicais: mais intensos e destrutivos, conhecidos como furacões ou tufões em outras partes do mundo, com núcleo quente.
- Subtropicais: apresentam características intermediárias e costumam ocorrer no litoral do Sudeste.
Previsão para as próximas semanas
Enquanto o Sul e parte do Sudeste devem enfrentar queda brusca de temperatura e aumento das tempestades, o clima no Norte e no Centro-Oeste deve permanecer quente e úmido, padrão típico desta época do ano.
As temperaturas no Sul e Sudeste devem seguir mais baixas até aproximadamente 20 de novembro — um contraste com o calor comum da primavera —, mas a tendência é de gradual elevação após essa data.
Diante da sequência de fenômenos previstos para o mês, especialistas reforçam a importância de manter a população informada e adotar ações preventivas para reduzir danos em áreas suscetíveis a alagamentos, vendavais e outros impactos climáticos.
